Diz que é uma espécie de sáurio
Antes de mais nada, tenho que, fazer dois avisos: 1º Isto vai ser longo; 2º Talvez, seja a última vez que escrevo. A minha vida depois do que vou contar, corre sério risco.
Posto isto, passo ao cartão de identidade da simpática heroína.
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Sauria
Família: Gekkonidae
Nome: Hemidactylus frenatus
Nome comum: Osga ou Jeco
A foto vem acima (como podem ver é um animalzinho, podre de belo).
Toda a minha vida detestei, animais rastejantes, ou seja, répteis. Não é propriamente medo, é nojo, é um arrepio que, me sobe pela espinha, chega à garganta e, sai sob a forma de grito. Dantes era pior. Ficava paralisada, não sabia o que fazer.
Tenho a “sorte”, de viver no último andar de um prédio e, ter uma varanda. No telhado, moram “elas”, as osgas. De vez em quando, fazem umas incursões, na parede exterior, para apanhar sol.
O meu marido e os meus filhos, adoram-nas. Fotografam-nas, observam-nas, dizem que elas são lindas, inteligentes, tentam livrá-las de todos os perigos, (empregada, vassoura, ou outros).
Eu, que ainda tenho algum amor à vida, depois de gritar, limito-me a esperar que, me livrem da presença do “simpático” animal.
Os meus filhos, há uns anos, tiveram duas, a passar o inverno num aquário fechado, no quarto deles. Alimentavam-nas, falavam com elas e… limpavam o quarto que se lixavam, porque eu não entrava lá.
Ora, este verão, as osgas abusaram. Não se limitaram a andar pela varanda, acharam o interior da casa agradável e, uma bela noite, quando me deitei, vi no teto, aquilo que me pareceu um crocodilo. Soltei o grito da ordem e, lá veio o defensor dos animais, tentar agarrar delicadamente, para não lhe cair a “caudinha”, para não ferir, a “patinha” (chamar patinha, aqueles dedos horrorosos, é cómico), enfim, para não magoar física ou moralmente o adorável “sauriozinho”. Na manhã seguinte, a empregada, foi à varanda e, voltou com um ar, um tanto ou quanto trocista. “Oh patrãozinho! Olhe que, está uma das suas amigas afogada, no balde do Nabão!” disse ela. Explicação necessária: O balde do Nabão, é um balde com água e lexivia que, está na varanda e serve para limpar os chichis, do dito Nabão. Esclarecido este ponto, vamos à história. O homem corre à varanda, enfia a mão no dito balde, tira a osga, passa-a por várias águas limpas e deita-a ao sol. E não é que, a gaja daí a nada, já estava a trepar a parede!
No dia seguinte, repetiu-se a mesma coisa. Eu ainda alvitrei que, se calhar o bicho estava farto da vida e, tal… Salvou-a outra vez.
Passado um bocado, vou à varanda e, deparo-me com uma tampa de um frasco, cheia de água. Explicação: a osga tinha sede, por isso é que, ia ao balde. Confesso que, fiquei à espera de, no dia seguinte, ver a osga no balde. Não estava. E a tampa tinha menos água.
Se eu sobreviver a isto, talvez um dia, volte a falar do assunto. Por hoje, já estou suficientemente arrepiada, de falar nestes lindos, interessantes e inteligentes sauriozinhos.
Até um dia destes, sem osgas.
Olá Maria!
Eu também tenho um certo receio de animais rastejantes e só de ver a foto e ler a história também me arrepiei e o mais certo é ficar a pensar na osga o resto da noite.
E como diz a Maria, até breve, mas sem osgas!
Olá Luís!
Neste momento, para meu sossego, as osgas estão a hibernar. É a única coisa que, admiro nelas. Gostava de fazer o mesmo. Detesto o frio.
Até breve
Maria
Querida Maria:
Tenho PAVOR.
Não suporto estas bicharocas.
Ás vezes, encontro uma… gigantesca (parece um dinossauro!), no terraço do meu condomínio :s
No jardim, da casa dos meus pais, na Parede… existe uma colónia, destas malvadas!
A Parede é conhecida pela terra dos osgas… e o estoril, o vale das osgas.
Sal… resulta. Explodem
Beijinho meu
carla mar,
O pior é que, eu não posso fazer nada, contra estes monstros que, às vezes até me tiram o sono.
O pai e os filhos, adoram-nas.
Felizmente, elas hibernam. Agora vou ter alguns meses, sem medo de ir à varanda, ou olhar para o teto e, ter uma, a olhar-me com ar de quem está a gozar comigo. Se Deus fez tudo bem feito, quem inventou as osgas?
Beijo
Maria
Olhar, para o corcodilo da foto, fez-me pensar que no Minho é bem pior. As osgas são lagartos… verdes e com uma mancha azul na cabeça! HORRIVEIS. Grandes. Muito grandes.
respondeu-me, que era melhor eu ir recebe-los lá fora. Feita parva, fui. Quase morri. As crianças, vieram em meu auxílio com as chaves do carro. Fugimos. Fugimos tanto… que só parámos na Parede
Um dia, estava eu, os meus amores e o meu defunto ex marido, na casa do Minho, em vila Praia d`Âncora… a mesa estava pronta. O jantar acabado de fazer… e o pai das crianças a dizer-me que tinha visitas na varanda!… perguntei quem era
… Depois, telefonámos á avisar o pai onde já estavamos! com a pressa, o telemóvel ficou na sala!
Dois meses, depois, aconteceu a separação. Os lagartos na varanda, não foram o motivo… mas, ajudaram.
O meu Pai, diz que as osgas fazem parte do jardim. Também gosta delas
Diz que comem as moscas e mosquitos.
Eu, prefiro, as moscas e mosquitos! são gostos
Resta-me a mangueira… e o sal.
O sal é uma descoberta, muito recente. E resulta. Consegui expulsá-las dos meus domínios. Eu e a minha Mãe
Beijinhos
Carla:
Quanto à utilidade desses animais nojentos, eu já tenho ouvido os meus filhos e o meu marido dizerem que: matam traças, a naftalina, também e, agora até há uns saquinhos que, cheiram bem se não matam as traças, desmoralizam-nas. Matam mosquitos, o Dundum, também. Matam aranhas, a vassoura, também. Assim, qual é a utilidade das malvadas? O meu maior problema é, livrar-me delas. É que, o mais que me é permitido, é afugentá-las, gentilmente, não vão elas, com o susto, largar a “graciosa caudinha”, o que era um desastre, para os “3 cavaleiros andantes” das “adoráveis” creaturas.
Beijo.
Maria
Ora quando eu pensava conhecer muito bem a minha mãe, lá vem surpresa. Pensei que me tinha enganado no blog. Mas sim senhor gostei da osguita. Lembro-me bem de ter a osga no aquário. Eu e o Vasco demos-lhe o nome de Geko Tabard em homenagem a um mata mosquitos que se vendia na altura. Lá andava eu de saquinho de plástico a apanhar mosquitos para alimentar o faminto animal.
Posso dizer-te que também o teu neto adora estes meigos animais, na semana passada tinha uma a dormir ao pé dele!
Mas acho que os próximos a ter vão ser batráquios (umas rãzitas). Calculo que também gostes(e não estou a falar de culinária!).
beijinhos,
João
Esta narrativa dedicada à OSGA está um mimo. Gostei de ler, imagino as cenas…
Também eu protejo (da vassoura e da mangueira) a família OSGA que partilha com a minha família o telheiro do terraço, na nossa casa da praia.
A desculpa, é a mesma: as moscas. A vida dela depende das MOSCAS que nos atormentam horrivelmente de cada vez que se põe na mesa, a travessa dos carapaus assados. Durante o almoço, não há coisa pior do que moscas - coitadas das osgas, elas até nem gostam de peixe.
O mesmo princípio se aplica ao nosso SAPO de estimação, se bem que esse feioso, só é avistado por lá durante a noite.
Pois é. As ditas e amadas osgas, já me fizeram passar alguns maus bocados.
Por estranho que pareça, as rãs, não me causam repulsa. Quando era miúda, até lhes achava piada. E gosto do barulho que fazem.
Lembras-te, de uns girinos que, o pai a panhou no rio, meteu num frasco, para tu e a tua irmã estudarem o seu desenvolvimento? Ela, ao príncipio tinha medo deles, mas quando chegaram a adultas e, o pai as quiz devolver ao seu habitat natural, fartou-se de de chorar.
Beijo
Maria
A pior que me aconteceu, eu não contei. Há cerca de 1 mês, andava a limpar a varanda e, como tenho a mania de agarrar tudo com as mãos sem luvas, agarrei, o que me pareceu um monte de folhas secas, para deitar fora. Agora, imagina, o berro que dei, quando vi que uma das folhas, era uma osga. Lavei e desinfectei as mãos, algumas 6 vezes e, durante todo o dia, senti a mão viscosa. Ainda hoje, me arrepio, só de pensar nisso
Maria
Lembro-me sim senhor. Já contei ao Rafael. Quando houver girinos se calhar vamos apanhar e pôr num aquário. Há um ribeiro na praia que tem rãs castanhas, vou tentar arranjar lá!
beijinhos,
João