A minha Boneca Iria
Pois foi assim. Um tio, tinha-me dado dinheiro para comprar uma boneca. Corri as barracas de brinquedos, olhei para uma e, já não houve maneira, de me darem a volta. Era grande, de papelão, com braços, pernas e cabeça, presos por ganchos e elásticos. Tinha olhos castanhos, pintados, como pintado era o cabelo. Mostraram-me outras, de celulóide, de pano, com caras de borracha. Eu, queria aquela. “Era feia, talvez, mas eu achei-a linda” (Dr. Júlio Dantas, “A Ceia dos Cardeais”, fala do cardeal português).
Levei a boneca para casa, dormi com ela, chamei-lhe Iria. Ora, a Iria deu-me momentos de prazer, momentos de preocupação, porque de quando em vez, os elásticos partiam, os ganchos saltavam e, ela ficava transformada numa coisa estranha: braços para um lado, pernas para o outro e a cabeça, bem, a cabeça ficava transformada numa bola, com que o meu irmão e os outros, atiravam uns aos outros, para me verem rabiar. Havia um, mais caridoso, (olá V.M.) que quando apanhava a infeliz cabeça, tornava a montar a boneca e, devolvia-ma. Eu amei, aquela triste mona. Durou uns anos, depois desapareceu. Tive mais bonecas, algumas mais bonitas. Ainda hoje tenho muitas. São uma das minhas paixões. Mas a minha Iria, que tanta alegria e, tantas ralações me deu, não a esqueço.
Até amanhã.
As miúdas tinham bonecas, os miúdos nem tanto.
Claro que era mais fácil e nada dispendioso agarrar num bocado de pano e transformá-lo numa marafona, do que ter um brinquedo a sério. O mesmo acontecia com as bolas de trapo, para os rapazes.
Mesmo assim, acho que eram mais queridas as marafonas do que as Barbies dos dias de hoje, nè Maria?
É, Kim. Se tu soubesses o pó que, eu tenho às Barbies e seus deerivados! A minha neta tem montes delas. É incrivel, como uma simples boneca, pode representar, para mim, os piores defeitos do mundo. Para além de não a achar bonita, é fútil, estúpida, vaidosa e já deve ter feito algumas cirurgia estética. E o dinheirão que custam os trapinhos da fulana, mais os móveis, mais os carros. E o pior, é que o raio da tipa, não é só uma. Multiplica-se em Barbie dentista, B. veterinária, B. princesa… Deois vem o raio do namorado, piroso, as amigas pirosas, as irmãsinhas, o cão, o gato, o passarinho. Tudo piroso, muito “Estilo de vida americano”. Pois, estavamos a falar de bonecas, deixei-me levar pela raiva que tenho das Barbies, bonecas ou não. E sim, vivam as marafonas, abaixo a Barbies!
Maria2
Não sei o que se passa com o “blog.com”.
Não tenho acesso e assim não posso publicar o post de hoje.
Acho que vou mudar de “editora”.
Maria
Olá Maria!
eu nunca fui de bonecas, embora a minha opinião, é que as de hoje são todas uma forma de ganhar dinheiro, todos os dias se vêm novidades. Mas isso hoje em dia é geral. Antigamente as coisas eram feitas para durar.
O que eu ainda tenho guardado são 2 carrinhos em madeira, que herdei do meu avô.
Em relação ao blog.pt, não conhecia, mas também só vai fazer um ano agora em Novembro que ando nestas andanças, quero dizer, que tenho o blogue. Estou satisfeito com ele, até à data não tive qualquer tipo de problema. Também já conheço o Wordpress.com, criei um blogue lá, que até parece também ser bom, mas para mim ter 2 blogues é demais e a escolher nem pensei 2 vezes, preferi aquele que fala principalmente sobre a cidade de Tomar. O outro estava mais virado para teorias da actualidade geral.
Boa semana para si!
Olá Luís:
Estou a pensar sériamente, mudar para o Blogspot. Já há dois dias, que não consigo nada com este. Dois dias que, eram importantes para mim. Ando desde dia um, a escrever sobre Tomar, para não me martirizar a pensar no que há 7 anos sofri, desde o dia 1 até ao dia 20, a longa e dolorosa agonia do meu Pai. E estava a resultar. Quer dizer: em vez de ir a um qualquer Psi, resolvi o problema, escrevendo sobre coisas, do meu tempo e do dele. Nos dois dias piores, esta terapia falhou. Não consigo editar nem uma linha. O de ontem está escrito, mas não consigo editá-lo. E hoje, nem já sei, se consigo escrever. Vamos ver.
Quanto aos bonecos de outro tempo, não se esqueça que, tudo é descartavel e, os miúdos de hoje querem tudo, mas quando aparece algo novo, esquecem os que na véspera, lhes tinham povoado os sonhos. Para mim não era assim. Esperava meses por uma boneca e, depois amava-a durante anos. Os tempos são outros.
Maria