Outra vez Açores
Há dias que, o meu coração voa para lá. Hoje, mais uma vez,
“Pico”.
É no Pico, que vive a minha irmã. Foi lá, que nasceu e morreu o meu cunhado. “Um homem das Bandeiras”, como ele se classificava. Um homem que, viveu pouco, mas bem. Culto, não fazia alarde dessa cultura. Esteve na guerra em África, mas não contava o seu papel nela. Penso que, viu muita coisa triste, suja, mas não falava disso. Ajudou muita gente a morrer em paz, ajudou muita gente, a não enlouquecer. A vida dele foi sempre “Amar o próximo mais do que a si próprio”. Bom, como tenho conhecido pouca gente. Puro, mesmo tendo passado por sítios pouco puros.
Amigo, sem nada pedir em troca.
Eu disse que, ia falar do Pico e, falei. Ele, era a imagem do Pico: grande, modesto, amigo.
Tenho saudades dele. Tantas, que não vou dizer mais nada.
Um beijo para a minha irmã. Um ramo de violetas, para ele.
Até um dia destes.