O Malmequer e a Rosa
Certo dia num jardim, onde imperava uma Rosa,
Apareceu, muito humilde, um pequeno Malmequer.
A Rosa, virou-lhe a cara e, perguntou desdenhosa:
“Que vento te trouxe aqui, que vens tu aqui fazer?”
E a rosa continuou, sempre altiva e orgulhosa:
“Sou senhora de mil cores, a todos falo de amor,
Quando uma prenda vão dar, é a mim, a bela rosa
Que todos pedem ajuda, para uma zanga compor”.
Sempre com muito respeito, deixou ele a linda rosa,
Falar, gabar-se, brilhar. Mas por fim, já saturado,
De tanto desprezo e orgulho, o malmequer botou prosa.
“É verdade bela rosa, mas é a mim que a mulher
Pergunta, numa ansiedade, se o ser por ela amado,
No fim de tanta promessa, bem lhe quer, ou mal lhe quer.”
Maria
Até um dia destes.