Monday, September 15, 2008

O canito foi ao banho

Já não é a primeira vez que, falo no meu cão. É um rafeiro convencido, com a mania que é de alguma raça superior ou, até, que é humano. Está cá em casa, desde que tinha um mês de idade.   
Deram-mo na feira da “Boca do Inferno”, há 10 anos. Alimentei-o a biberon, mimei-o, vacinei-o e tornou-se num membro da família. Era uma bolinha de pêlo castanha, vivo, alegre, meigo, mas cheio de personalidade. Hoje, é um cão mais maduro, com menos energia, come como um desalmado e, tem a mania que, é o dono da casa e dos outros que lá vivem. Adora-nos, mas quando se irrita não é muito de fiar. Com tudo isto, qualidades e defeitos, é hoje o grande companheiro do dono e meu. Sem filhos em casa, fizemos dele, um pouco, o terceiro elo, desta curta cadeia que formamos.

Ora, há uma coisa, que sua exª, não aprecia muito, tomar banho.

Feitios!… Então, é preciso todo um ritual de gestos, frases, promessas de bolinho, para o conseguir meter na banheira. Depois de lá estar, encolhe uma pata, encolhe a outra e, por fim, olha para mim, com uns olhos em que leio: “lá terá que ser, vamos mas é despachar isto”. Deixa-se lavar, apanha com a água do chuveiro em cima e, no fim, quando o embrulhamos na toalha, livra-se dela, sacode-se todo, molhando tudo, incluindo nós e, logo que pode, sai da casa de banho, quase em voo, corre desalvorado pela casa, esfregando-se nas carpetes que vai encontrando e, no fim, reclama a sua recompensa (o tal bolinho). A seguir, deita-se e dorme.

É verdade, chama-se Nabão, este “Cão como nós”. E, eu acho que, ele tem razão: o dono, o chefe da matilha, é mesmo ele.

Até um dia destes.  

 

Posted by Maria in 19:22:49 | Permalink | Comments (6)