Saturday, September 6, 2008

Tristezas à Beira Mar

Este é o titulo de um livro esquecido, cujo o autor está provavelmente , ainda mais esquecido.

Manuel Joaquim Pinheiro Chagas, nasceu em Lisboa em 1842,

Faleceu em Lisboa em 1895.

Foi jornalista, tendo chegado a ser director de vários periódicos Lisboetas e um dos fundadores da Sociedade de Geografia. Sendo par do reino, chegou a ser Ministro da Marinha e Ultramar, num período muito conturbado da História. Todas as grandes potências Europeias, queriam ter a sua “Quinta em África”, coisa que não era do interesse português, obviamente.

Além disto tudo foi escritor. Não um grande escritor, comparado com Camilo, Eça, Ramalho, Antero e outros, mas de qualquer modo, um escritor com obra vasta, agradável, variada.

Esteve envolvido na chamada “Questão Coimbrã”, fazendo parte do grupo em que pontificavam Júlio de Castilho, Brito Aranha, C. Castelo Branco, Ramalho Ortigão, enfrentando Teófilo Braga e Antero.

Mesmo não sendo um grande escritor, alguns dos seus livros fizeram sonhar as meninas do tempo da minha Avó e, até do meu.

Dos que li, o que mais me tocou chama-se “Tristezas à Beira Mar” e tem por cenário a linda vila da Ericeira. É um romance triste, bastante lamecha para o gosto actual e, não tem cenas de sexo, nem sequer a tal coisa alude. Como vêem, totalmente impróprio para dar a ler às jovens de hoje.

Eu gostei, confesso. Chorei, sofri com todos aqueles desencontros amorosos, mas gostei. Hoje, olhando a estante, vi-o. E vou lê-lo.

Algures, dentro de mim, ainda vive a menina de13 anos que, leu o livro, várias vezes e que, ainda hoje, quando vai à Ericeira, se lembra da história triste, que Pinheiro Chagas escreveu inspirado naquela praia, naquelas rochas, no mar, nos pescadores e, nas meninas que, amavam e não eram correspondidas.

Olha para onde me deu hoje!

Até um dia destes. 

Posted by Maria in 21:28:11 | Permalink | Comments (4)