Verei “Casablanca” amanhã
Se tivesse, de repente, que nomear “O livro”, “O filme” e “A música”, da minha vida, seria fácil: “Os Maias”, “Casablanca”, “As time goes by”. Pouco original, eu sei.
Ontem ouvi, vezes sem conta, “As time goes by”, interpretado por Billie Holiday. Não foi a primeira vez que a ouvi, mas ontem mexeu tanto comigo que, resolvi ver “Casablanca”, hoje. Claro que, também não era a primeira vez. Nem a segunda. Já não sei, quantas foram as vezes que vi o filme. Sei, que espero sempre por um fim diferente.
Hoje, já tinha o DVD na mão, quando passei pela R.T.P. Memória. Ia começar um filme que eu nunca tinha visto, mas de que tinha ouvido falar muito, aos meus pais: “Os Contos de Hoffman”. Conhecia a música, sobretudo a “Barcarola”, sabia que era uma ópera de Jacques Offenbach, sobre uma obra do escritor alemão E.T. Hoffman, curiosamente também autor da história do bailado “Quebra Nozes” de Tchaikovski. Viveu no início do séc. XXIX e, era conhecido pelos seus romances fantasistas, por vezes até assustadores.
Perante tudo isto, fiquei com o “Casablanca” nas mãos, a ver o filme. Dirigido por Michael Powell em 1951, conta com a participação de bailarinas conhecidas, (Ludmilla Tacherina), a actriz Moira Shearer, cantores e cantoras. Tem de tudo. Fantasia, horror, romance, música, bailado, cenários lindos. Sinceramente, gostei. Não para ver muitas vezes, mas é diferente.
Perdoa-me Bogart. Um dia destes, de certeza, vou voltar a “Casablanca” e ao teu café, onde chorarei quando ouvir “A Marselhesa”, cantada nas barbas dos alemães. Irei ouvir a Ingrid pedir: “Play it, Sam. Play As time goes by”. E tu dirás: “We have always Paris”.
Agora, vou ouvir de novo, “As time goes by” pela minha “Lady Day”.
Até um dia destes.
Desta vez, não concordo;
aqui a nossa sensibilidade não é coincidente:
enjoa-me um bocado o “Casablanca”, o Bogart e o resto;
a música ainda vá…
Quanto aos Maias, parece mentira, não sei se gosto, nunca li, nem um excertozinho…
o Bicho
Cá o Chefe, também não gosta do filme e muito menos do Bogart. Da musica, só gosta interpretada pela Billie. Quanto aos “Maias”, ele também não leu. Eu, acho que já o li por mim, por vocês e mais alguns.
É simplesmente, o melhor livro português.
A minha paixão é tão grande que, faz parte das coisas que quando morrer, quero queimar comigo. “Os Maias”, um pacote de “Gauloises” azul escuro e um isqueiro. Vê tu, que macabra é, a tua amiga
Maria
A nostalgia de uma Paixão… vivida em tempo de guerra. Adoro o filme, minha amiga!
Encanto-me com o charme de Bogart… envolto em fumo de cigarro!… e com o olhar contido e apaixonado, quase a consumir-se em lágrimas de Bergman.
A musica, “As Time Goes By”, o tema que ajudava a traduzir em versos o amor entre Rick e Lisa
“Os Maias” - FABULOSO.
Beijinho meu
Poia claro, o Chefe, como eu, também fez a “Alínea F” do 6º e 7º anos do Liceu; por isso, não fomos obrigados a ler nem “Os Maias” nem mais nada, a não ser aquele miserável livrinho da OPAN (Organização Política e Administrativa da Nação) - nota bem que, ainda somos do tempo em que havia Nação.
Quanto aos cigarros, estou contigo - também eram a minha perdição, os Gauloises (azul claro) Légères.
Um abraço ao Chefe.
Esqueci-me de assinar…
OBicho.
Carla mar:
É claro que tinhas da gostar. É um filme para mulheres romanticas como nós. Mulheres para quem o amor é a coisa mais importante, mesmo quando acaba mal. “Eu quero amar, amar perdidamente, amar só por amar, aqui, além”, dizia a Florbela. O amor vale por si só, nem precisa de retribuição.
Quanto aos “Maias”, continuo a dizer que é “só” o mais perfeito livro poirtuguês.
Beijo
Maria
Carla mar:
É claro que tinhas da gostar. É um filme para mulheres romanticas como nós. Mulheres para quem o amor é a coisa mais importante, mesmo quando acaba mal. “Eu quero amar, amar perdidamente, amar só por amar, aqui, além”, dizia a Florbela. O amor vale por si só, nem precisa de retribuição.
Quanto aos “Maias”, continuo a dizer que é “só” o mais perfeito livro português.
Beijo
Maria
Bicho:
Deve ser isso, deve. Mas lê lá o livrinho, que só te fica bem. Ele, tirando os “obrigatórios”, só gosta de alguns romances do Heminguay, do Jorge Amado e acho que leu “Os Esteiros”, do Soeiro Pereira Gomes. De resto, só a matemática, a fisica, a ciência em geral, contam para ele. Isto não quer dizer, que não seja um romântico incurável e com uma sensibilidade enorme. Feitios… Ele é assim e, é assim que continua a ser o grande amor da minha vida.
Um abraço dele para ti.
Maria