Lobo Antunes, Prémio Camões
Com a possível “Pompa e Circunstância”, foi ontem entregue a António Lobo Antunes, o “Prémio Camões”.
Porquê possível? Tudo estava certo. Os vetustos claustros dos Jerónimos, os senhores presidentes de Portugal e do Brasil, vestidos a preceito, um prémio mais que merecido e, um escritor, igual a ele próprio, sem gravata, de colarinho aberto, cabelo despenteado, ar de menino tímido que, vai receber o prémio escolar, por fazer bonitas redacções. Depois, quando fala, vê-se que ele tem a perfeita noção do seu valor como escritor, que sabe quem é, que não sofre de falsas modéstias.
Tenho lido muita coisa dele, admiro-o, sobretudo quando se mostra mais frágil, mais sensível. Sei, que o facto de ontem não usar gravata, é a prova de coerência que já esperava dele. Ele, que tem coragem para dizer que, não sabe trabalhar com um computador, que não gosta da máquina de escrever, que usa para o seu ofício de escritor, apenas e só, canetas. Ele, que escreve, rescreve, vezes sem conta, um capitulo de cada livro, até lhe parecer que é aquilo que queria, não se ia dar ao trabalho de ser diferente, ontem. Foi “ele”, mais uma vez. Recebeu o prémio do seu trabalho, sem orgulho balofo, nem falsa modéstia.
É assim que eu vejo e admiro, Lobo Antunes. Fiquei feliz, por o Prémio Camões, lhe ter sido atribuído. Agradeço-lhe a ele, as muitas horas de leitura que me tem proporcionado, o prazer que me dá lê-lo e até, a angústia que por vezes me provoca.
Ouvi agora o CD do Vitorino, com versos de Lobo Antunes. Gostei.
Quero-o para mim. Para ouvir num dos poucos momentos em que não me apetece ler, mas tenho sede de um bom poema.
Até um dia destes.
Porquê possível? Tudo estava certo. Os vetustos claustros dos Jerónimos, os senhores presidentes de Portugal e do Brasil, vestidos a preceito, um prémio mais que merecido e, um escritor, igual a ele próprio, sem gravata, de colarinho aberto, cabelo despenteado, ar de menino tímido que, vai receber o prémio escolar, por fazer bonitas redacções. Depois, quando fala, vê-se que ele tem a perfeita noção do seu valor como escritor, que sabe quem é, que não sofre de falsas modéstias.
Tenho lido muita coisa dele, admiro-o, sobretudo quando se mostra mais frágil, mais sensível. Sei, que o facto de ontem não usar gravata, é a prova de coerência que já esperava dele. Ele, que tem coragem para dizer que, não sabe trabalhar com um computador, que não gosta da máquina de escrever, que usa para o seu ofício de escritor, apenas e só, canetas. Ele, que escreve, rescreve, vezes sem conta, um capitulo de cada livro, até lhe parecer que é aquilo que queria, não se ia dar ao trabalho de ser diferente, ontem. Foi “ele”, mais uma vez. Recebeu o prémio do seu trabalho, sem orgulho balofo, nem falsa modéstia.
É assim que eu vejo e admiro, Lobo Antunes. Fiquei feliz, por o Prémio Camões, lhe ter sido atribuído. Agradeço-lhe a ele, as muitas horas de leitura que me tem proporcionado, o prazer que me dá lê-lo e até, a angústia que por vezes me provoca.
Ouvi agora o CD do Vitorino, com versos de Lobo Antunes. Gostei.
Quero-o para mim. Para ouvir num dos poucos momentos em que não me apetece ler, mas tenho sede de um bom poema.
Até um dia destes.