Eu, o cavalo e, os malmequeres

Tenho estado meio avariada. As pessoas, quando chegam à minha idade, deviam mudar algumas peças. Como não pode ser, receitam-nos toneladas de medicamentos que, tratam duma peças e, estragam as restantes. Comecei a fazer um tratamento para os rins e, áreas adjacentes que, me tiraram as dores, mas em compensação provocam-me náuseas, tiram-me o apetite que já é pouco e, dão-me uma moleza, quase permanente. Por este andar, estou a ver que me acontece como o cavalo do inglês, de uma história que o meu Pai contava. Um súbdito de Sua majestade tinha um cavalo, belo e nédio animal, que comia muito. O dono, pouco amigo de gastar dinheiro, resolveu ir diminuindo, pouco a pouco, a ração diária do animal. Este, ia perdendo peso, mal se aguentava nas pernas, mas lá ia vivendo. O dono estava feliz, comentando com os amigos que o cavalo afinal, de pouco ou nada se alimentava. Um dia o cavalo morreu. O dono, lamentava-se tristemente: “Agora que não dava despesa, é que ele morre.”
Espero que, com tanto remédio, não me aconteça o mesmo. Se acontecer, ao menos morro cheia de saúde.
A história dos malmequeres é outra. Ontem, o meu filho mais novo veio cá a casa. No meio do marasmo em que estive todo o dia, foi um raio de luz, vê-lo chegar, com um ramo de malmequeres amarelos como pequenos sóis. Acho que, foi a única coisa que me deu um pouco de Esperança. Obrigada, filho.
Isto hoje, está mais que confuso e chato. Aconselho vivamente que não leiam. Um dia destes, devo estar melhor. Até lá.