Sunday, May 25, 2008

Cantiga de amigo

Não sei se o senhor bastonário é casado e, se é, qual o nome da sua feliz consorte. De qualquer forma, é a ele que dedico esta canção, que era cantada por um cantor brasileiro, nos meus tempos de menina. Espero que ele a aprecie, como merece.
 
                Oh Pulquéria da Silva e Abreu
                Ninguém te ama mais do que eu.
                Se um dia eu te enganar, se te mentir,
                Podes bater à vontade,
                Porque bates no que é teu.
 
Espero que não se sinta ofendido, porque, como o senhor sabe,
“Amor, com amor se paga”
Novamente, sem a mínima consideração por si, com toda a consideração pelas mulheres corajosas, que se sabem defender e, usar as leis que as protegem.

Nós, amigas e amigos até um dia destes.

Posted by Maria in 14:35:35
Comments

12 Responses

  1. Anonymous says:

    VIOLÊNCIA… explícita ou velada.
    VIOLÊNCIA, dentro ou fora de casa.

    Eu sou uma das vítimas.
    Sofri, na pele, uma tentativa de homicídio.
    O meu querido… e doce EX marido, passou com um jeep, por cima de mim, com os meus três filhos… dentro do carro.
    … Este e outros momentos, dramáticos, são a memória do meu casamento.
    Hoje, 5 anos depois de estar divorciada… a guerra continua!
    Este senhor, de forma abusiva e mesquinha, decidiu levar as crianças de férias, em Julho de 2007… e não as deixou regressar a casa.
    Os dias doíem… e servem para provar ao Tribunal de Familia e Menores da Comarca de Cascais… o AMOR PURO TERNO e ETERNO… o AMOR daqui até ao infinito, pelo Diogo, Mariana e Martim.
    Na passada sexta-feira, tive conhecimento, que o pai já não se opõe ao regresso a casa dos menores, desde que… haja dinheiro, em troca!
    O homem, que um dia partilhou um projecto e uma cama… é assim…

    Um beijinho, para ti.

    carla mar

  2. Anonymous says:

    Carlinha, foi a pensar em ti e outras mais, que escrevi este e o anterior post. Não me interessa o que os outros possam pensar. Eu nunca passei por nada semelhante, mas conheço muitos casos como o teu. Não percas a esperança, nem a coragem. Aquilo que um estúpido bastonário diz ou pensa, não importa.
    Não me considero femininista histérica, nem mulher insatisfeita com o facto de o ser.
    Gosto de ser mulher e, orgulho-me disso, mas
    já vivi muito, já vi muito. Em tempos, fiz parte de um grupo de mulheres que, que entregaram um requerimento ao 1º ministro, Mário Soares, para que fosse mais activa a proteção às mulheres. Ele, deu-nos imensa razão, disse que ia tratar do assunto e, nada aconteceu.
    Volto a pedir-te a ti e a todas as mulheres que não percam a esperança. Porque, o sexo forte somos nós. Um dia, isso será verdade.
    Um beijo muito, muito amigo
    Maria

  3. carla mar says:

    Querida,amiga Maria…

    Obrigada, pelo teu carinho, em forma de palavras.
    Obrigada, pela força!
    Obrigada, por seres minha amiga.
    É bom saber, que existem mulheres, como tu!
    Não desisto de lutar. Nunca.

    Beijinho, meu :)

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  4. Anonymous says:

    De uma forma, sóbria e educada também sofri, quando me casei,o meu marido impediu- de me dar com a minha familia, chegou ao cumulo de pôr na rua, da casa onde viviamos, uma tia que eu adorava.
    Trinta anos já passaram de casamento, e tudo
    mudou, hoje vivemos, na mesma casa de costas voltadas, é comodo, não me revoltei porque
    quando me casei, a minha mãe, mulher autoritária, tirou a chave de casa e disse:
    Quando se casa é para o bem e o mal e não penses em voltar, não voltaria nem morta.
    Voltei 20 anos depois, durante oito meses, tratei dela, morreu de cancro….
    O meu marido nunca me sustentou.
    Na cabeça dele violencia é bater, esse é o menor dos males, a violencia psicológica, pode levar à loucura.
    Isso não deixei……..
    bjinhos para quem sofre e se cala apenas porque ´pensa que não há outra solução
    que se fecha ao amor, como para se proteger
    felizmente nem todos somos iguais
    bela

  5. Anonymous says:

    carla mar,
    Eu vou continuar a lutar, à minha maneira, para que as mulheres se convençam de vez, que têm direitos, cabeça para decidir a vida que merecem e vontade de lutar. Li há dias, que em Espanha, as mulheres têm todas as ajudas, incluindo a financeira, para poderem deixar os maridos que as maltratam. São encaminhadas judicialmente, alojadas e protegidas pelo Estado.
    Aqui, com animais como o senhor bastonário, a fazer estes inteligentes comentários, será dificil convencer, as mais carenciadas, ignorantes e medrosas do julgamento alheio, a procederem como devem. Espero que nem todos os advogados sejam tão idiotas como o seu bastonário.
    Os juises já estão fulos com ele, não por o que ele disse das mulheres, mas por o que diz deles.
    Quanto ao teu caso, creio que tu irás ter a força e a coragem de tudo resolver. Ficarão sempre as “marcas irreversiveis” que o teu doce ex-marido, deixou na tua alma e no teu coração. Mas terás o amor e o respeito dos teus filhos, que se devem orgulhar da Mãe que têm. Pena é que não possam pensar o mesmo do pai.
    Além disso, terás o carinho, a compreensão dos amigos, nos quais me incluo.
    Um beijo.

  6. Anonymous says:

    Bela
    A tua vida não deve ser nada fácil. Entre uma mãe autoritária, para quem o casamento é para o bem e o mal, (antigamente era assim, e pelos vistos, ainda continua a ser para muitos), e um marido déspota. Se não dependes dele, porque não te libertas? nunca é tarde, minha amiga. No tempo em que “divórcio” era uma palavra feia, e “divorciada” era sinónimo de mulher sem vergonha, isso entendia-se. Já nesse tempo, as americanas, se divorciavam com a alegação de “crueldade mental”. É o teu caso, Bela. Desculpa falar assim, mas penso que me deste esse direito, como amiga.
    Mandei um Email para a Sábado. Espero vê-lo publicado. Se isso não acontecer, já tenho mais ou menos, escrita uma carta para o senhor bastonário. Não deve resolver nada, neste país de grandes machos latinos, mas pelo menos alivia a raiva e a revolta, que eu, mulher sem razões de queixa do meu companheiro de há mais de 42 anos, sinto, por ver que a grande parte das mulheres, conttinua a ser tratada como “ser humano de 2ª”
    Um beijo e toda a minha solidariedade.
    Maria

  7. Anonymous says:

    Maria,
    Passo por aqui diariamente para estar um pouco contigo.
    Não tenho comentado, porque não tenho palavras que expressem a revolta e a angústia que me invadem, quando penso nas vitimas de violência.
    Maior revolta ainda, quando idiotas como este bastonário (de bastão?…), ocupam lugares de responsabilidade, que supostamente deveriam defender e lutar pelos direitos de todos cidadãos a uma vida vivida com dignidade, em particular pelos menos favorecidos pela sorte.
    Para a Carla Mar e Bela, toda a minha solidariedade, respeito e admiração com um abraço beijado.
    Desculpem-me. Não consigo traduzir o que me vai cá dentro. Chora-me a alma.
    Beijos para ti, Maria
    Nemy

  8. carla mar says:

    CORAGEM existe. FORÇA também.
    Por ter coragem e força… decidi, recusar os serviços de um Advogado.
    Estou sem paciência para gente maluca. Sem pachorra.
    Não suporto, mais, que me digam ” em Tribunal isto não se pode dizer”. Eu defendo, que tudo, se pode dizer… desde, que hajam provas e testemunhos.
    Nasci numa família em que os Advogados abundam… hoje, devem estar todos de olhos, esgargalados, a ver os meus passos!
    Ontem, entreguei, ao 3º Juízo do Tribunal de Família e Menores da Comarca de Cascais, uma resposta… a uma resposta. Tive, mais uma vez, uma palavra carinhosa, por parte dos funcionários. Disseram-me, que este, é um processo muito complicado… mas, para continuar.
    É do conhecimento, de todos, os milhres de processos… que “dormem”, nas parteleiras do Tribunal!… foi com surpresa, que percebi, que o meu é conhecido… provavelmente, a Sra Juiza, já percebeu que sou uma mãe sem medos e que sem medo, escrevo a minha defesa.
    É um acto de coragem, embrulhado, em AMOR aos meus filhos.

    Um beijinho, daqui… para ti, minha amiga linda :)

    carla marCORAGEM existe. FORÇA também.
    Por ter coragem e força… decidi, recusar os serviços de um Advogado.
    Estou sem paciência para gente maluca. Sem pachorra.
    Não suporto, mais, que me digam ” em Tribunal isto não se pode dizer”. Eu defendo, que tudo, se pode dizer… desde, que hajam provas e testemunhos.
    Nasci numa família em que os Advogados abundam… hoje, devem estar todos de olhos, esgargalados, a ver os meus passos!
    Ontem, entreguei, ao 3º Juizo do Tribunal de Família e Menores da Comarca de Cascais, uma resposta… a uma resposta. Tive, mais uma vez, uma palavra carinhosa, por parte dos funcionários. Disseram-me, que este, é um processo muito complicado… mas, para continuar.
    É do conhecimento, de todos, os milhres de processos… que “dormem”, nas parteleiras do Tribunal!… foi com surpresa, que percebi, que o meu é conhecido… provavelmente, a Sra Juiza, já percebeu que sou uma mãe sem medos e que sem medo, escrevo a minha defesa.
    É um acto de coragem, embrulhado, em AMOR aos meus filhos.

    Um beijinho, daqui… para ti, minha amiga linda :)

    carla mar

  9. carla mar says:

    Um beijinho, para ti, também Nemy :)

    carla mar

  10. Anonymous says:

    Nemy:
    Sabia que não ias ficar indiferente. Do que de ti conheço, sei que és uma mulher sem teias de aranha na cabeça. Compreendo a tua revolta. É igual à minha e a de muitas mulheres, que usam a cabeça para pensar e, o coração para sentir. As outras, as que usam a cabeça para mudar de penteado e ignoram o que se passa à sua volta, para continuarem a viver as suas vidinhas fáceis e inuteis, não são mulheres. São bonecas de capelista, como diria o meu Pai.
    Obrigada, minha amiga.
    Beijo.
    Maria

  11. Anonymous says:

    carla mar
    Cada vez mais me convenso que tu és uma grande mulher. Vais vencer tudo, porque o amor quando é grande, tudo vence.
    Beijo.
    maria

  12. Anonymous says:

    Corrijo o convenço. A pressa e a distração, não ajudam
    Maria

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