Thursday, May 29, 2008

As flores da minha Mãe

Hoje, dia dos teus anos, lembrei-me de um pequeno ritual, que começou teria eu 15 anos e, terminou quando eu vim para Cascais.
Sabia que, uma das coisas que mais gostavas, era tomar o teu pequeno almoço, na cama. E, nesse dia, resolvi fazer-te esse mimo.
Levantei-me, desci as escadas até ao nosso jardim do Carvalhido, colhi um raminho de violetas pequeninas e cheirosas, a tua flor, Mãesinha. Depois fui à cozinha, fiz chá, duas pequenas torradas, com muito pouca manteiga, como gostavas. Por fim, tapei o tabuleiro com uma toalhinha branca bordada, pus a chávena com chá, as torradas quentinhas, um copo com as violetas e uns versos meus, para ti.
O Pai ainda dormia. Tu não. Parecias esperar qualquer coisa. Eu entrei de vagarinho, e baixinho disse: “Parabéns, Mãesinha. Gosto muito de ti”. Pousei o tabuleiro nos teus joelhos, sentei-me no chão ao lado da cama e, vi-te comer e ler os meus versos, com duas lágrimas a correr-te nas faces. No fim, abraçaste-me, beijaste-me a cara e o cabelo e, disseste meio a rir meio a chorar: “Obrigada, filha. Foi o melhor pequeno almoço da minha vida e, os versos são lindos”. Não seriam, mas aos olhos dela, eram.
Foi assim por alguns anos. Era o melhor bocado do dia para mim.
À noite havia jantar com as irmãs, os amigos e, claro, o meu Pai e os meus irmãos. Mas para mim a festa tinha sido de manhã.

Agora só assim posso reviver esses momentos. Daqui, para onde Ela está, uma lembrança do tabuleiro, as violetas, os versos chochos como de costume, mas de que vai gostar.


É sempre com os olhos rasos de água
Que me lembro de ti, minha Mãe querida.
É sempre com saudade e muita mágoa
Que vou sentir por toda a minha vida.
 
Partiste há tantos anos, mas a mim
Parece que foi ontem que partiste.
É sempre a mesma dor que não tem fim,
É sempre esta lembrança que persiste.
 
A saudade das tuas mãos pequenas e macias,
Dos teus beijos, na cara, nos cabelos,
A ternura dos teus olhos quando vias
Os teus filhos e netos, teus desvelos.
 
A tua voz, o calor do teu colo que perdi,
Eu vou lembrar a minha vida inteira.
E se de saudades ainda não morri,
É por me lembrar de ti, desta maneira.
 
Assim termino, Mãe. Beijos, saudades e até um dia.

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Sunday, May 25, 2008

Cantiga de amigo

Não sei se o senhor bastonário é casado e, se é, qual o nome da sua feliz consorte. De qualquer forma, é a ele que dedico esta canção, que era cantada por um cantor brasileiro, nos meus tempos de menina. Espero que ele a aprecie, como merece.
 
                Oh Pulquéria da Silva e Abreu
                Ninguém te ama mais do que eu.
                Se um dia eu te enganar, se te mentir,
                Podes bater à vontade,
                Porque bates no que é teu.
 
Espero que não se sinta ofendido, porque, como o senhor sabe,
“Amor, com amor se paga”
Novamente, sem a mínima consideração por si, com toda a consideração pelas mulheres corajosas, que se sabem defender e, usar as leis que as protegem.

Nós, amigas e amigos até um dia destes.

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Friday, May 23, 2008

O bastonário que precisa de falar

Antes de mais, quero pedir desculpa ao Editorialista da “Sábado”, por ter utilizado o mesmo titulo. Não me ocorreu outro.
O senhor bastonário gosta mesmo de falar e sobretudo de coisas de que nada percebe. Em letras grandes vem a frase lapidar, que passo a transcrever: ”Os casos de violência doméstica resolvem-se em casa entre uma palmadinha na cara e um beijinho na testa. E quanto menos o Estado se meter nas agressões às mulheres, melhor”. Mais à frente, acrescenta: “Em primeiro lugar, existe nestas leis uma espécie de feminismo impertinente, um certo fundamentalismo de defesa das mulheres. O bastonário considera que, depois de ter sido espancada - desde que o marido não tenha deixado marcas “irreversíveis” - , a mulher deve poder decidir se deve ou não apresentar queixa”. Diz mais coisas, mas penso que, isto chega e sobra.
Por acaso, o senhor bastonário, já viu uma mulher com a cara toda negra, o corpo marcado pelas doces pancadinhas dadas pelo seu amantíssimo marido? Eu já vi. Por acaso o senhor bastonário, já viu uma mulher ter medo de voltar para casa porque não sabe se nesse dia vai levar uma carga de porrada, ou vai ser dia de ser forçada a ter relações sexuais, com a mesma besta que, na véspera quase a matou? Eu vi. Por acaso o senhor bastonário, já viu uma mulher, morta à pancada, ir queixar-se à policia? Eu não vi, porque os mortos não andam.
Se o Estado não as defende, quem vai então defendê-las?
Que pensem na parte financeira, nos filhos, na vergonha, diz o senhor. Em que século estamos? Na Idade média? Nos bons velhos tempos, em que o homem que matasse a mulher por o atraiçoar, era absolvido?
O senhor, que tanto preza a vergonha da mulher que tem coragem  de denunciar o seu agressor, não tem vergonha de dizer tanto disparate junto? Devia ter. Olhe, dou-lhe uma sugestão. Neste tempo, em que está tão na moda fazerem-se referendos, por tudo e por nada, faça um entre as suas colegas da Ordem e, talvez fique surpreendido. Ou então, experimente a sua solução: as doutoras dão-lhe uma valente tareia (sem deixar marcas irreversíveis, claro) e, depois cada uma, dá-lhe um beijinho na testa. Verá que vai gostar.
Sem a mais pequena parcela de respeito por si, senhor bastonário, grata às leis que tentam defender as mulheres.
Até um dia destes.
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Thursday, May 22, 2008

Bombeiros

A primeira coisa de que me recordo quando ouço falar em bombeiros, é o som dos sinos da minha Igreja a tocarem a rebate.
Havia fogo. Os bombeiros, saíam dos seus empregos, corriam para o quartel e, às vezes, até se dirigiam logo para o local do sinistro.
Depois, apareceu a sirene, que os chamava, num apitar estridente que me assustava. Quando vim morar aqui, outra sirene, fazia o mesmo serviço. Na calma do dia, no silêncio da noite, ouviam-se botas, batendo no chão, homens que gritavam uns pelos outros, o apito agudo da sirene parava, sendo substituído pelo barulho dos carros dos bombeiros, que corriam a grande velocidade, para acudir aos fogos e inundações, então muito frequentes, aqui.
Conheci de perto, um antigo comandante, que me contou coisas de arrepiar. Nas grandes cheias de 1969, por exemplo, embora o seu quartel também tivesse sido afectado, assim como o material, eles tentaram tudo, para salvar vidas, pondo em risco as próprias. Também me contou, que tendo vários irmãos, todos eram bombeiros. A mãe, tinha em cabides, a “tralha” de cada um, punha-se à porta, e à medida que eles iam saindo ia-lhes dando o material.
Meu querido amigo, que me disse um dia, já velhinho: “Gostava de conseguir o terreno para o novo quartel, e morrer fardado”. Aconteceu o que ele queria. Já estava retirado, quando foi receber os papéis do tal terreno. Fardou-se a preceito, recebeu o sonho feito realidade, meteu-se no carro, parou num sinal vermelho, e quando foram ver porque não andava, estava morto. Chorei-o, mas consolou-me pensar, que tinha morrido feliz. Como ele não gostava de tristezas, acabo com uma história que me contou. Um dia, um senhor presidente da câmara, mandou cortar a água aos bombeiros por falta de pagamento. Ele foi ter com o dito senhor, e disse-lhe: “o senhor, está no direito de nos cortar a água. Se tiver um incêndio na sua casa, chame-nos, que nós tentamos apagá-lo com cuspo”. A água não foi cortada.
São assim os bombeiros. Abnegados soldados da Paz, que estão prontos a dar tudo, incluindo a vida. Desde miúda que os respeito e admiro.
Hoje, um dos meus heróis, faz 23 anos. É meu sobrinho. A primeira vez que o vi sair para um fogo, o coração parou de bater. Depois, junto com o medo, senti um orgulho imenso, por aquele bombeirinho. Penso que os Pais devem sentir o mesmo. Obrigada, Carlos e Gena, por este Homem. Parabéns, Zé, meu sobrinho, meu herói.
Quando, por qualquer razão, acharem que os bombeiros não fazem as coisas certas, lembrem-se das condições em que eles trabalham. Pensem nos carros velhos, avariados, no sacrifício que muitos deles fazem. Não os critiquem tanto. Sejam sócios dos bombeiros da vossa terra. As cotas até são mais baratas do que as dos clubes de futebol. E se um dia precisarem, são eles, não os jogadores, que vos vão ajudar.
Bombeiros de todo o mundo, a minha gratidão e um abraço do tamanho dos vossos corações.
Zé, agora ficaste a saber o que a tia pensa de ti. Um beijo, meu herói particular.

Nós amigos, até um dia destes.

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Wednesday, May 21, 2008

Pico


 
                                       Aqui, no meio do Mar
                                       O céu está bem mais perto
                                       É mais fácil sonhar
                                       Saber o que é mais certo
 
                                       Entre o negro do Pico
                                       E o azul de mares e céus
                                       É fácil sentir fé
                                       E acreditar em Deus.
 

                                       Maria       06-07-1998

Terra de gente boa, hospitaleira, solidária. Terra onde nasceu, alguém que muito amei, que me deixou muitas recordações boas e muitas saudades. Para ele vão hoje os meus pensamentos, esta fotografia e uns humildes versos meus. 
Até um dia destes.

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Tuesday, May 20, 2008

Adeus Dona Zélia

Dona Zélia foi ter com “Seu” Jorge, a uma estrela no céu da Baía.
Nascida a 2 de Julho de 1916, em S. Paulo, desde que em 1945 conheceu Jorge Amado, nunca mais se separaram. Seguiu-o no exílio, foi companheira, secretária, deu-lhe dois filhos, juntos conheceram outros monstros sagrados das artes, juntos voltaram ao Brasil. Quase todos os livros que ele escreveu, depois de se conhecerem, lhe são dedicados, com frases de uma grande ternura e cumplicidade. Em “Gabriela, Cravo e Canela”, ele diz:
                            “Para Zélia seus ciúmes
                            Seus cantares suas penas
                            O luar de Gabriela
                            E a cruz do meu amor.”
Quando toda a gente pensava, que ela era apenas, a mulher de Jorge, uma senhora simpática e culta, ela aparece como escritora. “Anarquistas, Graças a Deus”, história dos seus pais e avós vindos de Itália, foi o seu primeiro livro. Seguem-se alguns mais. Memórias, histórias para crianças, sempre cheios de graça e sensibilidade. Foi a quinta mulher a fazer parte da Academia de Letras Brasileira. Já não era apenas, a mulher de Jorge Amado, era a escritora Zélia Gattai.
Quando o marido morreu, em 2001, resolveu abrir ao público, a casa onde ambos tinham vivido.

Agora, foi ela que partiu. Acho que levou com ela o livro “Jardim de Inverno”. Lá, na tal estrela do céu da Baía, irá lembrar a frase com que lho dedica: “Para lembrar com Jorge, sua cabeça em meu regaço, estes anos difíceis e alegres de nossa vida”.
Até um dia destes.

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Sunday, May 18, 2008

Sogras e Noras

É este o nome vulgar desta flor, o nome delas acho que é Amarilis. Chamam-lhes assim, porque nascem todas viradas de costas umas para as outras. Isto nem sempre é verdade. Eu tive uma sogra. Ao principio, um pouco por minha culpa, um pouco por culpa dela, tivemos alguns momentos maus. Eu, porque era muito nova, Ela porque se sentiu roubada. Passo a explicar. Casei-me pouco mais de 4 meses depois de ter conhecido o meu marido, o que há 42 anos era quase impensável, além disso já estava grávida. Conheci-a 4 dias antes de me casar. A recepção foi um bocado fria, como pouco alegre foi o casamento. As famílias não se conheciam, nada sabíamos, uns dos outros, o meu Pai estava completamente virado do avesso comigo. Tudo isso deixou marcas, que levaram algum tempo a passar. Depois, eu cresci, tive os meus primeiros filhos, mas mesmo assim, as coisas não corriam lá muito bem entre nós. Um dia resolvi pensar no que sentiria se alguém me fizesse o mesmo que eu lhe tinha feito. Ter um filho, criá-lo, educá-lo, e um belo dia, chegar uma fulana, que eu não conhecia de lado nenhum, e pelo simples facto de gostar dele e dele ir ter um filho, levá-lo para longe de mim. Será que não teria agido da mesma forma? Frontalmente, como é meu costume, disse-lho. Ela, primeiro negou, mas depois acabou por entender. A pouco e pouco as coisas foram mudando entre nós. Entretanto, morreu a minha Mãe. Até essa altura, tinha-me custado um bocado chamar-lhe mãe a ela. Mas era o que dantes se fazia. Era o costume. A partir daí, sabia-me bem, não só chamá-la assim, mas procurar nela, uma parte do carinho que tanta falta me fazia. Os anos passaram, e cada vez havia mais intimidade entre nós. Nasceu uma amizade, um amor, que só terminaria com a sua morte. Lidei com Ela muito mais anos do que com a minha Mãe, e sofri a sua morte, quase com a mesma dor. Hoje, quando as lembro, a saudade é igual. Fomos amigas, confidentes, cúmplices, enfim, Mãe e filha.
Neste dia, em que Ela faria 95 anos, lembro-a com muita saudade e um amor imenso.
Esta flor, nasceu num vaso que tenho na varanda. Foi ela que ma deu um dia, há muitos anos, comentando: “Olha como nós éramos!”
Adeus minha querida Mãe Marcelina. Até um dia.
Nós, meus amigos, até um dia destes.
 

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Fumar é nunca ter de pedir perdão

Depois de vários dias a ouvir falar nos três cigarros que o nosso primeiro terá fumado, durante a viagem para a Venezuela, ouvi, um dos nossos muitos comentadores políticos, comentar que político que é político, nunca deve pedir perdão, ou mostrar arrependimento. Não concordo. Acho que pedir desculpa de alguma coisa em que se errou, é digno de louvor.
Há anos, vi um filme chamado “Love Story”, que me fez chorar do princípio ao fim. A certa altura, a menina diz ao rapaz, que “amar é nunca ter de pedir perdão”. Continuo a não concordar. Por vezes, por mais que se ame, há alguma coisa a perdoar.
Eu, por exemplo, mesmo amando o meu marido, já lhe tenho pedido perdão, várias vezes. Hoje, tenho que lhe pedir perdão, porque já fumei 3 cigarros, e sei que ele não gosta. Só não posso prometer, que vou deixar de fumar, porque sei que não vou cumprir. E, se há coisa que eu não gosto, é mentir. Além disso, para mim, amar, ou governar, é saber pedir perdão, na altura própria.
Até amanhã.
 

Posted by Maria at 14:12:19 | Permalink | No Comments »

Tuesday, May 13, 2008

Sete alfaiates para matar uma aranha



O que se passou hoje em frente à minha casa, dava uma bela tragicomédia.
Por volta do meio-dia, duas mulheres envolveram-se à pancada. Nada de grave. Os insultos habituais, os puxões de cabelo da ordem, e voltaram mais ou menos ordeiramente para casa. Isto poderia ser o fim do 1º acto.
Às sete da tarde, ouviu-se barulho de vidros partidos, gritos, insultos, mas por mais que os partidários de ambas, se esforçassem para as separar, não resultou. Rolaram no chão, sempre a bater e insultar. Quando pararam, sangravam as duas.
Entretanto, chegaram uns atrás dos outros, 4 carros da polícia e 2 ambulâncias. Elas, foram tratadas no local e depois seguiram para o hospital, em ambulâncias separadas, como é evidente, enquanto os senhores guardas tentavam averiguar o que se tinha passado.
Creio, que ficaram a saber tanto como eu, isto é, nada. Fim do 2º acto.
Fiquei a pensar duas coisas: afinal ainda há polícias, e o que será que se passou no hospital quando as duas se encontraram nas Urgências. Esse seria o 3º acto, se eu pudesse adivinhar. Como não posso, fico a imaginar, e a pedir a todos os meus santinhos, que ninguém que eu conheça, precise de ir hoje às Urgências.
Para além disso, pergunto-me, onde estavam os polícias, quando na semana passada, um vizinho foi agredido às nove da noite, ou uma vizinha foi assaltada às onze da manhã, e a polícia não apareceu?
Será que entretanto, os contingentes de guardas aumentaram os efectivos? Espero que sim. É que quatro carros da polícia para uma
coisa destas, eu nunca tinha visto.
Até um dia destes. 
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Wednesday, May 7, 2008

O Meu Pequenino

O meu pequenino faz hoje 29 anos e tem 1,80 de altura.
Quando penso nos meus três filhos, digo sempre: O meu filho (é o mais velho), a minha filha e ele foi sempre, o meu pequenino. É uma daquelas coisas que só as mães sabem entender.
Ora, o meu pequenino, já é um homem com vida e casa próprias. Um homem especial, para mim e não só. Tem gostos algo peculiares para a idade que tem e o mundo em que vive. Gosta de tudo o que é antigo, incluindo pessoas. Os seus maiores amigos são jovens de mais de 60 anos. Móveis, carros, telefonias, tudo é velho. Adora animais, com excepção dos carunchos, que mata com requintes de malvadez.
Até aqui tenho estado mais ou menos a brincar, agora vou falar a sério. Este homem tem qualidades fora do normal, assim como, felizmente, tem defeitos. Quando gosta de alguém, gosta mesmo. É extremamente sensível ao sofrimento dos outros. Tem um amor especial por pessoas idosas, que por sua vez lho retribuem. É teimoso, persistente e pontual (coisa que é rara hoje). Os gostos é que são, como já disse, diferentes dos rapazes da sua idade. Gosta de móveis antigos, telefonias, que vêem parar-lhe às mãos, completamente mortas, e ele põe a trabalhar, máquinas fotográficas e outras, carros antigos… Quanto a música, gosta de Ópera, fados, baladas de Coimbra, canções dos anos 50 e 60, música Cabo-verdiana.
Já chega. Estou a portar-me como a mãe babada que sou, pelos meus 3 filhos. Mas que hei-de fazer? Eles e os meus netos, são a minha maior fortuna.
Parabéns, Vasco. Continua a ser quem és. Lembra-te da divisa do meu Avô que eu adoptei: “Caia o mundo para onde cair, que eu fique sempre de pé”. Beijos meus e do Pai.
Até um dia destes. 

Posted by Maria at 00:13:52 | Permalink | Comments (15)