Tuesday, January 15, 2008

Sou fumadora e confesso

Há muitos anos, por brincadeira,  por tentativa de imitar os mais velhos, porque me convenci que o facto de meter um cigarro na boca me libertava de alguns dos muitos preconceitos existentes na minha geração, comecei a fumar. Primeiro, fumava um cigarro de vez em quando, depois a pouco e pouco, por vício. Várias vezes deixei de fumar, várias vezes recomecei. Durante o tempo de gravidez dos meus três filhos cortei mesmo com o tabaco. Dos três, só a minha filha fuma. A minha nora conseguiu deixar de fumar. O meu marido e o meu pai também. Pelos vistos é possível. Isto, se a vontade for muita. Eu não quero deixar de fumar, esta é a verdade. Não é apenas vicio, é mais do que isso. O cigarro é a rolha com que tapo a boca antes de falar demais, é o companheiro das horas em que não consigo dormir, é o calmante dos momentos de nervosismo. Por princípio não fumo ao pé de crianças, pessoas que não fumam, ou em sítios fechados. Nem na minha casa. Por tudo isto, acho justa a lei do tabaco. No entanto, esta caça às bruxas aos fumadores, já começa a tornar-se caricata. Se dão seringas e drogas aos drogados, se os alcoólicos podem continuar a embebedar-se à vontade, deixem lá os fumadores em paz, desde que respeitem a lei.

É que afinal de contas, nós pagamos o tabaco que fumamos e parece que isso até dá lucro ao Estado.

Se puderem deixem de fumar. Parece que faz mesmo mal.

 

Posted by Maria in 22:57:34 | Permalink | Comments (5)