O nosso capitão Oliveira
Hoje vou falar da minha terra. Ou melhor, de alguém da minha terra. Chamava-se Fernando Oliveira e era militar. No meu tempo de menina, o Senhor Capitão, era Presidente da Câmara. Entre ele e o meu Pai, havia um respeito, uma simpatia, que as difereças políticas nunca abalaram. Já General e comandante geral da polícia, mandou parar o carro oficial, em que seguia, para cumprimentar o meu Pai, entretanto transferido para o Porto. Assim, como sabendo a minha Mãe muito doente, pôs à disposição, quantos guardas foram precisos, para lhe irem dar sangue.
Fez de Tomar um jardim. A Várzea Pequena, o Mouchão e sobretudo a Cerca, estavam sempre impecaveis de limpeza e sempre com flores bem tratadas.
A Cerca, era um verdadeiro encanto. Os canteiros cercados de buxo aparado e com verdadeiras esculturas do mesmo arbusto (uma cadeira, um pato, uma esfera), tinham um sem número de flôres, de diversas cores. O parque infantil, os tanques com água limpa. A mata tinha caminhos de saibro por onde corriamos, respirando o ar puro das árvores. Ao fundo, o Convento e o Castelo esperavam-nos, com todas as suas maravilhas. No Mouchão, de novo, a relva, o saibro, a Roda e a estalagem. Havia ainda, uma pequena ponte de madeira, que era tirada no Inverno e que agora tiraram de vez.
Foi substituida por uma coisa sólida, feia, que ocupa imenso espaço ao parque. Tinha mais coisas para dizer, mas hoje só quero falar dos jardins e do General.
Há tempos, fui ao cemitério à procura dos amigos que lá estão. Levava um ramo de rosas para pôr uma a cada um. Por acaso, passei no jazigo do General. Nem uma flôr. As lágrimas correram e metade das rosas ficaram entaladas na grade da porta.
Ontem li um artigo em que chamam ao engenheiro António Paiva, o General Oliveira dos nossos dias. Com o devido respeito por quem isto escreveu, corrijo. O engenheiro poderá ser o General Oliveira dos “seus” dias, dos meus, não.
Bom Ano para todos os Nabantinos. Bom Ano engenheiro e até um dia. Bom Ano Dr. Corvêlo de Sousa. Cuide da minha terra.
Adeus Senhor General Oliveira. Obrigado por tudo o que fez por Tomar e pela sua simpatia pelo meu Pai.
Fez de Tomar um jardim. A Várzea Pequena, o Mouchão e sobretudo a Cerca, estavam sempre impecaveis de limpeza e sempre com flores bem tratadas.
A Cerca, era um verdadeiro encanto. Os canteiros cercados de buxo aparado e com verdadeiras esculturas do mesmo arbusto (uma cadeira, um pato, uma esfera), tinham um sem número de flôres, de diversas cores. O parque infantil, os tanques com água limpa. A mata tinha caminhos de saibro por onde corriamos, respirando o ar puro das árvores. Ao fundo, o Convento e o Castelo esperavam-nos, com todas as suas maravilhas. No Mouchão, de novo, a relva, o saibro, a Roda e a estalagem. Havia ainda, uma pequena ponte de madeira, que era tirada no Inverno e que agora tiraram de vez.
Foi substituida por uma coisa sólida, feia, que ocupa imenso espaço ao parque. Tinha mais coisas para dizer, mas hoje só quero falar dos jardins e do General.
Há tempos, fui ao cemitério à procura dos amigos que lá estão. Levava um ramo de rosas para pôr uma a cada um. Por acaso, passei no jazigo do General. Nem uma flôr. As lágrimas correram e metade das rosas ficaram entaladas na grade da porta.
Ontem li um artigo em que chamam ao engenheiro António Paiva, o General Oliveira dos nossos dias. Com o devido respeito por quem isto escreveu, corrijo. O engenheiro poderá ser o General Oliveira dos “seus” dias, dos meus, não.
Bom Ano para todos os Nabantinos. Bom Ano engenheiro e até um dia. Bom Ano Dr. Corvêlo de Sousa. Cuide da minha terra.
Adeus Senhor General Oliveira. Obrigado por tudo o que fez por Tomar e pela sua simpatia pelo meu Pai.